Redes Sociais
Recorrendo à definição da por Silva (2006) temos como significado de redes sociais um ou mais conjuntos finitos de atores, ou eventos, e das relações definidas entre eles. Este conceito de ator em redes sociais é flexível, no sentido que o ator é uma pessoa ou alguma entidade social reunindo um grupo de pessoas, como uma instituição ou uma organização. A atribuição de determinadas características a estes atores permite uniões que potencializem a análise a ser realizada na rede.
A participação nas redes sociais não necessita de “pré-requisitos”,
apenas ter pontos de interesse em comum entre os intervenientes para desta
forma dar origem a uma rede social elaborada. Estes pontos em comum, podem ser as
suas características individuais, como por exemplo, numa rede social fundada
por pessoas, poderíamos ter como atributos o sexo, a escolaridade, hobbies, etc.
O aparecimento das redes sociais advém de processos
culturais e políticos e exteriorizam um desejo coletivo em modernizar como um
padrão organizacional capaz de exprimir, no seu conjunto de relações, ideias
inovadoras, nascidas da vontade de resolver problemas da atualidade. A forma particular
de cada rede pode depender do ambiente onde se forma e atua, da cultura política
dos membros e, em especial, da cultura política dos facilitadores, dos
objetivos participados. Grande parte das redes surgem e sustentam-se por meio
de listas de discussão na Internet, outras ocorre onde as pessoas não têm
acesso à web e utilizam outras estratégias de comunicação.
As redes podem
apresentar algumas características comuns, tais como: objetivos compartilhados,
feitos coletivamente; dinamismo e intencionalidade dos envolvidos; produção, reedição
e circulação de informação; desconcentração do poder; multi-iniciativas;
ambiente fértil para parcerias, abertura para relações multilaterais;
configuração dinâmica e mutante.
É importante de referir das redes sociais é o modo como
estas se organizam e interagem. As ligações são não-hierárquicas e, quando ocorre
algum tipo de hierarquia, dá-se com no sentido de facilitar a dispersão e a
partilha de informações. O recurso ao uso da tecnologia e a descentralização impulsionam
o processo, o que possibilita um maior fluxo de informação, instrumento de mobilidade
importante nas lutas por melhores condições de vida na sociedade. Nesta perspetiva,
acredita-se que o conceito de redes sociais erguer como uma ferramenta teórica
para o entendimento e descrição do processo de perceção da informação no meio social
e como hipótese para uma sociedade inclusiva (RIBAS; ZIVIANI, 2007).
Bibliografia:
RIBAS, Cláudia S. Sociedade da informação: o indivíduo e a rede. In: ENCONTRO REGIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, IX, 2007, Florianópolis. Anais ... Florianópolis: IX EREBD SUL, 2007.
Disponível em:
<http://www.erebd.ced.ufsc.br/portal/index.php?section=29&module=navigationmodule>.
Acesso em: 04 abril, 2012
SILVA, Antonio Braz de O.; MATHEUS, Renato F.; PARREIRAS,
Fernando S.; PARREIRAS; Tatiane S. Análise de redes sociais como metodologia de
apoio para a discussão da interdisciplinaridade na ciência da informação.
Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 1, p.72-93, jan./abr. 2006.


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